A Tesla redefiniu os critérios para a liberação do Full Self-Driving (FSD) sem supervisão humana, sistema que promete condução totalmente autônoma. Segundo Elon Musk, o software só será considerado pronto após acumular 10 bilhões de milhas rodadas, o equivalente a cerca de 16 bilhões de quilômetros.

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A decisão contrasta com o discurso de 2025, quando a empresa afirmava ter superado os principais entraves técnicos e sugeria a chegada iminente dos robotáxis. No entanto, os números oficiais mostram que, até o fim de 2025, o FSD havia registrado pouco mais de sete bilhões de milhas, cerca de 11 bilhões de quilômetros.
Musk justificou o novo marco pela chamada “cauda longa”, composta por situações raras e imprevisíveis que só aparecem após bilhões de quilômetros percorridos. Mantido o ritmo atual da frota, a Tesla deve atingir a meta em meados de 2026, mas o processo de validação e correção pode empurrar a autonomia plena para 2027 ou além.
Atualmente, o FSD é classificado como Nível 2 de automação, exigindo atenção contínua do motorista e intervenção imediata em caso de falhas. Em cidades como Austin e São Francisco, os robotáxis da Tesla circulam apenas em caráter experimental, com funcionários prontos para acionar sistemas de emergência.
A empresa evita assumir riscos jurídicos antes de consolidar dados robustos, já que qualquer falha em operação sem supervisão poderia gerar processos bilionários e forte escrutínio regulatório. A redefinição da meta reforça que o desafio da autonomia total vai além do hardware e do marketing, exigindo tempo, dados e maturidade tecnológica.
Para investidores e consumidores, o recado é claro: a promessa de carros sem motorista continua no horizonte, mas ainda distante da realidade prática.
Com informações do News Motor.




