O mercado brasileiro de motocicletas vive uma transformação silenciosa, mas consistente. Em meio ao avanço da eletrificação no setor automotivo, as motos elétricas começam a conquistar espaço nas grandes cidades, impulsionadas pela busca por economia, mobilidade urbana inteligente e baixo custo operacional. Embora ainda representem uma fatia pequena das vendas totais, já chamam a atenção de entregadores, frotistas e consumidores que desejam reduzir gastos com combustível e manutenção.

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Segundo dados da Fenabrave, cinco marcas concentram cerca de 67% das vendas de motos elétricas no país, consolidando uma liderança clara no segmento. O cenário mostra que, mesmo discreto, esse mercado está em expansão e pode se tornar protagonista nos próximos anos.
A VMOTO ocupa a liderança absoluta, com portfólio voltado para o uso urbano e destaque para o modelo CPx, que alcança até 130 quilômetros de autonomia quando equipado com duas baterias. A versão CPx PRO oferece maior desempenho com motor de 7 kW, enquanto a VS4 aposta em um visual esportivo aliado à tecnologia elétrica.
Com a saída da Voltz, a Watts assumiu o posto de principal referência entre as marcas emergentes. Seu modelo W125 oferece até 150 quilômetros de alcance, enquanto a W160S aposta em potência, atingindo 120 km/h. A marca também diversificou com a W-Trail, voltada para uso off-road.
A Shineray, tradicional fabricante no mercado nacional, entrou no segmento elétrico com a SHE-S, equipada com motor de 3 kW, ideal para deslocamentos urbanos. Além disso, oferece scooters como SE1 e SE2 e a PT7, voltada para mobilidade simples e acessível.
A Super Soco se destaca pela diversidade e tecnologia. O modelo TSX utiliza motor Bosch e permite bateria extra, enquanto a TC Max alcança até 140 quilômetros de autonomia. Para trajetos urbanos, os modelos CU e CUX cumprem bem a proposta de praticidade.
Por fim, a GCX aposta em scooters compactas de baixo custo. O modelo S8 é indicado para deslocamentos curtos, com cerca de 50 quilômetros de autonomia, e a X11 oferece painel digital e iluminação em LED, recursos valorizados no uso diário.
Com regras mais rígidas, como o fim das “cinquentinhas” sem placa e maior fiscalização, as motos elétricas tendem a ganhar relevância no Brasil. A combinação de economia, sustentabilidade e praticidade urbana indica que esse mercado, hoje discreto, pode se tornar protagonista nos próximos anos, acompanhando a tendência de eletrificação já consolidada no setor automotivo.
Com informações do News Motor.




