O mercado de veículos eletrificados no Brasil se prepara para uma mudança significativa a partir de julho de 2026, quando entra em vigor a última etapa do cronograma de aumento do imposto de importação. A alíquota, que atualmente está em 25%, passará para 35%, impactando diretamente os preços dos modelos 100% elétricos, híbridos convencionais e híbridos plug-in.

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O reajuste segue um plano progressivo iniciado em 2024, com o objetivo de proteger a indústria nacional e estimular a produção local. A medida foi articulada pela Anfavea, associação que representa os fabricantes de veículos, e defendida pelo governo como forma de incentivar investimentos, gerar empregos e reduzir a dependência de modelos importados, especialmente da China.
Histórico da tributação
- Janeiro de 2024: 10%
- Julho de 2024: 18%
- Julho de 2025 a junho de 2026: 25%
- Julho de 2026: 35%
Estratégia das montadoras
Para driblar o impacto da nova tributação, diversas marcas já iniciaram produção no Brasil em regimes SKD (semi desmontado) e CKD (totalmente desmontado), que atualmente contam com imposto reduzido de 18%. Entre os exemplos estão a BYD, que fabrica modelos em Camaçari (BA), a GWM em Iracemápolis (SP), a Chevrolet em parceria no Ceará e a Geely, que adquiriu parte das operações da Renault no Paraná. No entanto, essa vantagem tem prazo para acabar, já que a previsão é de aumento gradual até atingir os mesmos 35% em 2027.
Impacto para o consumidor
O efeito direto será sentido no valor final dos veículos importados, especialmente os que chegam prontos de outros países. Algumas montadoras têm absorvido parte do impacto sem repassar integralmente ao consumidor, mas a expectativa é de reajustes mais expressivos a partir de julho.
Para quem planeja adquirir um carro elétrico, especialistas recomendam atenção ao calendário tributário e considerar a antecipação da compra. Avaliar modelos produzidos no Brasil pode ser uma alternativa para reduzir custos diante do novo cenário.
O mercado brasileiro de carros elétricos entra, assim, em uma fase decisiva, marcada por preços mais altos e pela necessidade de maior nacionalização da produção.
Com informações do News Motor.



