Apesar de ser um tributo anual com calendário amplamente divulgado, o IPVA continua sendo um dos maiores desafios financeiros para os brasileiros no início do ano. Pesquisa da Serasa mostra que 47% dos proprietários de veículos não sabem como vão quitar o imposto em 2026, enquanto 88% afirmam sofrer com o acúmulo de contas típicas de janeiro, como matrícula escolar, material didático, seguro e licenciamento.

Foto: Garagem 360.
Especialistas apontam que o problema não está na surpresa da cobrança, mas na concentração de despesas em um único período. Esse cenário leva muitos motoristas ao superendividamento: 43% planejam parcelar o imposto e 27% ainda estão indecisos, o que aumenta a procura por empréstimos de emergência com juros elevados.
O atraso no pagamento do IPVA gera consequências imediatas. Sem o tributo quitado, o licenciamento anual não pode ser realizado, e o veículo fica sujeito à apreensão em blitze. Além disso, o débito é inscrito em Dívida Ativa, podendo resultar em protesto em cartório e negativação do CPF nos órgãos de proteção ao crédito.
Outro ponto crítico é a falta de informação sobre as isenções previstas em lei. Muitos brasileiros pagam o imposto mesmo tendo direito à dispensa. Entre os grupos beneficiados estão pessoas com deficiência — físicas, sensoriais, intelectuais ou mentais — e pacientes em tratamento de doenças graves, como o câncer. No entanto, a burocracia, que exige laudos médicos e processos administrativos complexos, dificulta o acesso ao benefício.
O paradoxo do IPVA revela como um imposto previsível pode se transformar em fonte de estresse e endividamento. Sem campanhas educativas e maior simplificação dos processos, o tributo segue pesando de forma desproporcional sobre famílias que já enfrentam dificuldades financeiras.
Com informações do Garagem 360.



