O cinema brasileiro brilhou no Globo de Ouro 2026 com o filme “O Agente Secreto”, que levou duas estatuetas. Além da atuação de Wagner Moura, um Volkswagen Fusca 1972 amarelo roubou a cena e se tornou símbolo da produção.

Foto: Divulgação.
A história do carro
O veículo pertence ao empresário pernambucano Antoliano Azevedo, membro do Clube do Fusca de Pernambuco. Ele comprou o modelo em 2020 por apenas R$ 8 mil em um anúncio online. Após restauração cuidadosa, o carro foi escolhido pelo diretor Kleber Mendonça Filho para compor a estética do Recife de 1977, período retratado no longa.
Ficha técnica do VW Fusca 1972
- Modelo: VW Fusca 1300
- Ano: 1972
- Motor: Boxer refrigerado a ar
- Potência: 46 cv
- Cor: Amarelo, exigência da direção de arte
Papel no filme
O Fusca participou de 15 diárias de gravação, incluindo a cena de abertura em um posto de gasolina. Para o proprietário, ver seu carro contar parte da história da ditadura militar e integrar um filme premiado internacionalmente é motivo de orgulho.
Memória cultural
O sucesso do Fusca amarelo reforça o papel dos carros antigos como elementos da identidade brasileira. Segundo Gustavo Brasil, presidente da Federação Brasileira de Antigomobilismo, o Fusca é o veículo de maior representatividade no país, presente na memória afetiva de gerações.
Assim como o Opel Kadett em “Ainda Estou Aqui”, o Fusca mostra que automóveis clássicos podem ser protagonistas culturais, conectando o público à história e à emoção do cinema nacional.
Com informações do Garagem 360.



