O mercado de veículos elétricos viveu uma virada histórica em 2025. A Tesla, que vinha liderando o setor, enfrentou dificuldades no último trimestre e entregou 418.227 unidades, somando 1,64 milhão no ano — abaixo das expectativas dos analistas. Já a chinesa BYD consolidou sua posição ao anunciar 2,26 milhões de veículos vendidos no mesmo período, encerrando a vantagem da rival norte-americana.

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O que explica a virada
- Fim dos incentivos nos EUA: o crédito fiscal de US$ 7.500 terminou em setembro de 2025, impactando diretamente a demanda.
- Pressão regulatória na Europa: aprovações pendentes limitaram entregas da Tesla no continente.
- Estratégia de preço da BYD: a marca chinesa apostou em valores mais acessíveis e ampliou sua escala de produção.
- Diversificação de portfólio: além dos elétricos, a BYD fortaleceu sua linha de híbridos plug-in, atraindo consumidores sensíveis ao custo.
Reação do mercado
Apesar da perda da liderança, investidores reagiram com algum alívio. As ações da Tesla subiram na pré-abertura em Nova York, sinalizando que o resultado foi menos negativo do que o esperado. Analistas como Dan Ives, da Wedbush Securities, destacaram que, diante de estimativas mais baixas, houve até uma surpresa positiva.
Origem e expansão da BYD
Fundada em 1995 em Shenzhen, a BYD começou como fabricante de baterias e hoje domina o segmento chinês de “veículos de energia nova”. A empresa acelera sua internacionalização, expandindo para mercados como Sudeste Asiático, Oriente Médio e Europa, mesmo diante de tarifas elevadas nos Estados Unidos.
O que esperar de 2026
A disputa entre Tesla e BYD deve se concentrar em três pontos: preço, escala e regulação. A capacidade de destravar autorizações na Europa, sustentar a demanda nos EUA e ampliar presença fora da China será decisiva para definir quem comandará o próximo ciclo da mobilidade elétrica.
Com informações do News Motor.



