A durabilidade das baterias continua sendo a maior preocupação de quem pensa em migrar para a mobilidade elétrica. Mais do que autonomia ou tempo de recarga, a dúvida central do consumidor é: quanto tempo a bateria realmente dura?

Foto: Shutterstock.
Nos últimos meses, uma cooperação científica entre Estados Unidos e China trouxe respostas animadoras. Pesquisadores do Argonne National Laboratory identificaram que o desgaste das baterias de alto teor de níquel não é apenas químico, mas também mecânico. Durante os ciclos de carga e descarga, diferentes regiões da célula se expandem em ritmos distintos, criando microfissuras que comprometem o cátodo e reduzem a capacidade de armazenar energia.
A solução chinesa
Enquanto os americanos se concentraram em entender o problema, cientistas da Universidade Huazhong desenvolveram uma técnica inovadora baseada em sais fundidos. O processo reinjeta íons de lítio em estruturas danificadas, restaurando a organização interna do cátodo sem desmontar a célula. Os testes mostraram que baterias degradadas recuperaram mais de 75% da capacidade original, o que pode representar anos adicionais de uso.
Expansão para outros formatos
Além das baterias de níquel, os estudos avançam para as de Fosfato de Ferro-Lítio (LFP), populares em modelos de entrada no Brasil. Técnicas de regeneração por oxirredução já estão sendo aplicadas, ampliando o impacto da descoberta para uma base maior de consumidores.
Indústria em movimento
Empresas como BYD e CATL já integram um ecossistema que conecta reciclagem, refinamento químico e reaproveitamento de células. A expectativa é que, no futuro, a substituição de uma bateria degradada não exija uma peça nova, mas sim uma regenerada, com menor custo e impacto ambiental.
O que muda para o consumidor
Os estudos indicam que a maioria das baterias consideradas “aposentadas” ainda pode ser restaurada. O desafio agora é escalar o processo e torná-lo financeiramente viável. Se isso ocorrer, a longevidade das baterias deixará de ser um obstáculo e se tornará um diferencial econômico e ambiental, acelerando a transição para os veículos elétricos.
Com informações do News Motor.



