Montadoras chinesas apostam em fusões internas para dominar 2026

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A indústria automobilística chinesa encerrou 2025 com uma mudança de estratégia que promete redefinir o setor nos próximos anos. Depois de uma década marcada pela criação de dezenas de submarcas voltadas a nichos específicos, as gigantes do mercado iniciaram um movimento de consolidação interna, buscando eficiência e redução de custos em um cenário cada vez mais competitivo.

Foto: Divulgação.

O caso Geely: a estratégia “One Geely”

O exemplo mais emblemático veio da Geely, que concluiu a integração total da Zeekr. A marca, antes listada de forma independente na bolsa de Nova York, passou a ser uma subsidiária integral do grupo. A decisão não se limita ao aspecto administrativo: ao reunir Geely, Lynk & Co e Zeekr sob uma gestão centralizada, o conglomerado pretende:

  • Eliminar redundâncias, reduzindo custos sobrepostos em marketing e administração.
  • Ganhar escala em P&D, acelerando o desenvolvimento de novos modelos por meio do compartilhamento de tecnologias.
  • Aumentar o poder de barganha, unificando compras e logística para enfrentar a alta nos custos de produção.

GAC Group segue o mesmo caminho

A tendência não se restringe à Geely. O GAC Group (Guangzhou Automobile Group) reorganizou suas divisões de energia renovável, fundindo as marcas Aion e Haobo em uma única unidade de negócios. A promessa é de canais de vendas totalmente integrados já no início de 2026, reforçando a busca por eficiência operacional.

Fim da expansão descontrolada

O movimento sinaliza que a fase de “expansão desenfreada” da indústria chinesa chegou ao fim. Com a desaceleração da demanda interna e a concorrência global cada vez mais acirrada, a palavra de ordem agora é otimização. Sobreviverão as montadoras que conseguirem transformar estruturas complexas em operações ágeis e enxutas, capazes de competir em escala internacional.

Conclusão

As fusões internas mostram que a indústria automotiva chinesa amadureceu e busca consolidar forças para enfrentar os desafios de 2026. A aposta em eficiência, integração e inovação tecnológica pode garantir às marcas locais não apenas sobrevivência, mas também protagonismo no mercado global de veículos elétricos. O jogo agora não é mais sobre quantidade, mas sobre qualidade e competitividade.

Com informações do Garagem 360.

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