Engine Swap: a prática de trocar motores ganhou força nas oficinas brasileiras em 2025

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Entre os apaixonados por carros, abrir o capô e imaginar um motor mais potente no lugar do original é quase um ritual. Essa ideia, que por muito tempo foi vista como ousadia ou improviso, hoje tem nome e cada vez mais espaço no Brasil: Engine Swap. A prática consiste em substituir o motor original por outro, geralmente mais moderno ou mais potente, e em 2025 ela se consolidou como tendência nas oficinas especializadas, acompanhada por mudanças na legislação que reduziram a burocracia e deram mais segurança aos projetos.

Foto: Divulgação.

Cultura e motivação

O swap de motor é mais do que uma modificação mecânica. Para muitos, representa liberdade criativa, busca por desempenho e até mesmo a realização de um sonho. Seja por potência, confiabilidade ou pelo prazer de ouvir um ronco diferente, a troca de motores deixou de ser improviso e passou a exigir planejamento técnico e conhecimento profundo. Exemplos clássicos vão desde instalar um motor 2.0 TFSI em um Golf antigo até colocar o famoso motor AP em um Chevette, símbolos da cultura automotiva brasileira.

Os motores mais populares

Alguns conjuntos mecânicos se destacam nos projetos de 2025. O VW AP, barato e resistente, continua sendo o favorito dos entusiastas. O GM Família 2, presente em modelos como Astra e Vectra, é reconhecido pelo bom torque e robustez. Já o VW 2.5 cinco cilindros conquistou espaço pelo ronco característico e pela adaptação em projetos de Golf e Jetta. Para quem busca sofisticação, os japoneses Honda K20 e K24 oferecem alta rotação e confiabilidade, embora sejam mais caros.

Legislação mais clara

Em outubro de 2025, o Senado avançou em medidas que desburocratizaram modificações veiculares, trazendo mais clareza para os projetos de swap. A chamada “regra dos 10%” permite aumentos de potência de até 10% com menos exigências, enquanto modificações maiores exigem fiscalização rigorosa. Além disso, o carro precisa passar pelo CSV (Certificado de Segurança Veicular), homologado pelo Inmetro, que avalia freios, suspensão e estrutura. Outro ponto crucial é a procedência do motor: sem Nota Fiscal e baixa no Detran, o projeto pode se transformar em problema jurídico.

Cuidados técnicos

Especialistas alertam que o swap exige atenção a todo o conjunto. O sistema de arrefecimento deve ser reforçado para lidar com motores mais fortes; a parte elétrica precisa ser bem dimensionada para evitar falhas; e o câmbio deve acompanhar a nova potência, sob risco de quebra prematura.

Conclusão

O Engine Swap deixou de ser apenas uma ousadia de garagem e se tornou uma prática legitimada pela técnica e pela lei. Em 2025, ele se consolidou como uma das maiores expressões da cultura automotiva no Brasil, transformando carros comuns em máquinas únicas, mais potentes e com personalidade própria. Mais do que potência, o swap representa paixão e identidade sobre quatro rodas.

Com informações do News Motor.

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