A União Europeia pode rever a decisão de proibir totalmente a venda de veículos a gasolina e diesel a partir de 2035. A Comissão Europeia estuda substituir a medida por uma meta de redução de 90% nas emissões, abrindo espaço para alternativas como híbridos plug-in, extensores de autonomia e combustíveis alternativos.

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O Pacto Verde Europeu, aprovado em 2023, estabeleceu limites rígidos para a redução de emissões, mas os altos custos, a infraestrutura insuficiente e a pressão de fabricantes chineses colocaram em dúvida a viabilidade da meta. Apenas 16% dos carros novos vendidos nos primeiros nove meses de 2025 foram totalmente elétricos, o que reforça a preocupação com a competitividade da indústria europeia.
O que pode mudar nas metas
- Substituição da proibição por redução de 90% nas emissões.
- Autorização de híbridos plug-in e veículos com extensores de autonomia.
- Debate sobre combustíveis alternativos após 2035.
- Incentivo a carros elétricos menores e mais acessíveis.
- Eletrificação de frotas corporativas.
Divergências entre países
- Alemanha e países do Leste Europeu: defendem híbridos plug-in e extensores de autonomia.
- Itália: pressiona por combustíveis alternativos pós-2035.
- Países nórdicos, Espanha e França: preferem manter a trajetória original, alertando que mudanças punem empresas que investiram cedo na eletrificação.
Impactos e desafios
O transporte rodoviário representa cerca de 20% das emissões europeias de gases de efeito estufa, sendo 61% provenientes dos escapamentos de carros. A decisão da União Europeia terá impacto direto na estratégia climática e industrial do bloco, influenciando empregos, inovação e competitividade global.
Com negociações ainda em andamento, a proposta de flexibilização busca equilibrar ambições ambientais com limites econômicos, mas o desenho final das regras seguirá como ponto central da disputa política entre governos, indústria e ambientalistas.
Com informações do News Motor.



