O mercado de usados vive um momento histórico no Brasil, com mais de 16,7 milhões de veículos vendidos em 2025. Com a alta procura, os carros do litoral entraram no radar dos compradores, mas ainda existe receio quanto aos efeitos da maresia.

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Mito ou verdade?
Segundo especialistas, condenar um carro apenas por sua origem no litoral é um erro. A maresia não destrói o veículo de forma imediata; ela atua como um acelerador da oxidação, especialmente quando não há cuidados básicos como lavagem frequente e armazenamento em garagem fechada.
Um carro de praia bem cuidado pode estar em melhores condições do que um veículo do interior exposto constantemente ao sol e à chuva.
Onde a maresia ataca primeiro
- Parafusos e dobradiças: pontos mais vulneráveis à corrosão.
- Terminais da bateria: podem apresentar zinabre e falhas elétricas.
- Escapamento: costuma ser a primeira peça a se deteriorar em casos de maresia severa.
- Motor e câmbio: raramente são afetados diretamente.
O que observar antes da compra
- Cofre do motor: verificar parafusos das torres dos amortecedores e dobradiças do capô.
- Sistema elétrico: checar terminais da bateria e sinais de corrosão.
- Parte inferior: analisar o estado do escapamento e componentes metálicos.
Vale a pena comprar um carro de praia?
Sim, desde que o veículo tenha procedência comprovada e histórico de manutenção. O segredo está em manter uma rotina de cuidados:
- Lavagem completa e frequente.
- Lubrificação das dobradiças.
- Atenção a sinais iniciais de ferrugem.
Conclusão
Carros de praia não são necessariamente “bombas”. A maresia é um fator de risco, mas não uma sentença. Com inspeção cuidadosa e manutenção regular, é possível encontrar boas oportunidades no litoral sem comprometer a durabilidade do veículo.
Quer que eu monte uma lista prática de checagem para levar quando for avaliar um carro usado do litoral? Isso pode ajudar a não deixar passar nenhum detalhe importante.
Com informações do Garagem 360.



