Mudanças na CNH em 2026: exame toxicológico obrigatório e novas regras

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O processo para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Brasil passará por uma transformação significativa a partir de 2026. O Congresso Nacional derrubou vetos presidenciais e tornou obrigatório o exame toxicológico para candidatos das categorias A e B, que incluem motos e carros. Até então, o teste era exigido apenas de motoristas profissionais, como caminhoneiros e condutores de ônibus.

Foto: Freepik.

Exame toxicológico ampliado

A nova exigência determina que o exame seja realizado antes do início das aulas práticas. O teste tem uma janela de detecção de até 90 dias e custo médio entre R$ 130 e R$ 180. A análise busca identificar o uso de cinco classes de substâncias proibidas:

  • Anfetaminas: incluindo rebites, ecstasy (MDMA) e metanfetaminas
  • Cocaína e derivados, como o crack
  • Canabinoides, como maconha e seus derivados
  • Opiáceos, incluindo morfina, codeína e heroína
  • Mazindol, presente em inibidores de apetite

A inclusão dessas substâncias amplia o rigor do processo de habilitação, reforçando a preocupação com a segurança viária.

CNH mais barata, apesar do exame

Apesar da nova despesa, o custo total da habilitação pode cair até 80% devido às flexibilizações aprovadas. Entre as principais mudanças estão:

  • Fim da obrigatoriedade de realizar cursos teóricos e práticos exclusivamente em autoescolas
  • Disponibilização gratuita do conteúdo teórico em aplicativo oficial do governo
  • Redução da carga mínima de direção de 20 para apenas 2 horas obrigatórias
  • Possibilidade de contratar instrutores independentes credenciados e utilizar veículo próprio nas aulas

Incentivo ao “Bom Condutor”

Para quem já possui CNH, o governo criou o programa Bom Condutor, que garante renovação automática e gratuita para motoristas que não registrarem infrações ou pontos nos últimos 12 meses. Além disso, quem optar pela CNH digital ficará isento da taxa de impressão do documento físico.

Impacto esperado

As mudanças representam uma combinação de maior rigor no controle de substâncias e flexibilização nos custos e formatos de ensino. O objetivo é equilibrar segurança e acessibilidade, modernizando o processo de habilitação e incentivando a responsabilidade dos motoristas.

Com isso, a CNH de 2026 inaugura uma nova fase no trânsito brasileiro, marcada por controle mais rígido contra drogas e maior liberdade de escolha para os candidatos.

Com informações do Garagem 360.

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